quinta-feira, 16 de julho de 2009

Olha pra mim. Sei que podes em um relógio ver meus medos e meus dedos. Eles que carregam com garra e força, com um pouco de açucar, o meu amor. Por você é que cantarei, cultivarei e matarei o que resta. Nem do choro me dou medo, ele é água com sal, e não bolacha. Chamo tanto e pouco ouço. Sou igual ao que todos deveriam ser, mesmo não sendo. Então dança, comigo é claro. Me manda uma carta, um beijo, ou uma estrela se quer. Ou apenas feche os olhos. Todas as noites de preferência. É fácil ver, só não vê se tens um olho aberto. Olha o castelo que te fiz, com todo calor e o pôr-do-sol que achei no céu de pó. Veja a toda hora o que te sinto. Veja tudo que quiser ao fechar os olhos. Já está feito, só pra você. Passei dias e dias pintando o céu com guache, e à você que dediquei. Lá tem estrelas, a lua, as coisas, a saudade, e o amor. É o que você merecia de mais honesto. O que mais queria lhe dar é impossível; não cabe ao mundo. Cabe apenas a única: você.

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