terça-feira, 7 de julho de 2009

Perdôes lhe devo tantos. Sem jeito, dou um jeito. E de costas, fujo. Fujo do que lembro, mas me tanto dói as vezes que é preciso um remédio. O remédio me dá sono, durmo. Na madrugado me balanço, caio à cama. Sempre torta pelos livros que debaixo, miram minhas fugas. Vou a janela que me abriga. Abre a cortina, meio acanhada de vergonha, e me deixa ver o incrível. O céu me acalma, a lua me encanta, e as nuvens me cantam. Posso voltar a descansar, ou a sonhar. Ou a ler, ou a pensar. O que menos importa agora, é voltar a dormir.

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