terça-feira, 4 de agosto de 2009

Vesti-me com a minha melhor roupa. Era um terno laranja, com detalhes em vermelho. Tranquei a porta e me fui pelas ruas, que eu passaria pela ultima vez. Também me despedi de umas pessoas que eram grandes e estranhas. Tirei do bolso um pequeno príncipe, em um pequeno livro. Rua adentro eu fui o devorando. Folha a folha eu fui me despedindo. Esquina a esquina eu fui me aproximando. Comecei a sentir o seu cheiro. Era incrível; indescritível. Foi quando então me dei por conta. Só podia ser ela, claro. Com sua melhor roupa, vestida de cetim. Com um gosto estranho em mãos, me encontrou. Me foi gentil. E me foi grata. Por lembrar que havia eu, feito um canto a ela. Um canto para minha morte.

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