segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Lá onde vivia só.. nasceu uma fábrica. Nasceu entre portas as mais belas fábulas, todas em ordem alfabetica. Lá onde sozinho sentava o banco e sorria, pôr-do-sol. Houve guerra; de cores. Coloridos que voavam para cada peito ali presente. Ecoavam pelo ar que me voava alguns gritos, Dó Ré Mi Fá Sol Lápis de cor, matei. Um por um fui colorindo suas vidas, caóticas palavras. E fui os matando, matando, por matar. Uns de rir; outros de chorar. E de tanto chorar chovia. Rosada nuvem, que como chocolate beijava a chuva. E caia, colorida como a guerra. Pingos fizeram o Sol. E outros fizeram molhar, meu guarda-chuva secreto (eu não o uso). Corro; eu corro muito para me escapar da chuva, e ao mesmo tempo quero que ela me encontre. O céu: é a unica hora do universo diverso que posso tocá-lo, e desenho só, nas nuvens. Sei eu que não me dói; é frio. Vê essa nuvem que passa? Que desenho vê nela? Eu que fiz. Quando guerras me borravam de lilás, e de azul essa noite era minha. Dou-te ela.. um presente.

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