terça-feira, 27 de outubro de 2009
Fui visitar aquele velho porão. A cada degrau quebrado em meu sapato eu sentia a poeira engolir minhas narinas. Era tudo cinza. Não haviam cores; ou melhor, apenas uma: o próprio cinza. Meus passos eram tortos, como os de um palhaço. Tropeçava e caía, e isso se fazia rotina naquela noite. Até que tropecei em mim mesmo, e pude ver-me por dentro. A falta de cores me cheirava à chuva quando borra as cores do meu cabelo. Ou quando apaga os meus olhos. Não havia sol por ali. Se houvesse, o sol iria colorir as janelas brancas. Não havia gente por ali, elas tinham medo de cair. Nem havia passarinhos, eles passarão com o medo de voar. Mas havia uma flor. Dentre as ruínas havia uma flor. Por mim colorirá à tudo, sendo flor. O que era ela? A poesia que faltava colorir.
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hoje eu estou muito sem miolos atenciosos para compreender os seus textos.
ResponderExcluirnão que ela sejam doidivanas, não é isso. é que preciso me concentrar para imaginar a situação da historia. tá. tô falando demais. se cuida!