quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Hoje eu quis ver Alice. Sim, eu quis ver Alice! As cenouras cresciam quase nuas, e tão cruas de doer. Não havia cheiro nem tempo; alaranjava-se. Tudo se congelava, no nascer de ver Alice. Adormeci quando sentia um cheiro, era o cheiro de Alice! Minha gravata borboleta me levou dali ao sonho, e do sonho ao tombo; de gente derrubou-me no chão. Dei um pulo e no escuro a lua ouviu. A caixa de correio corria de mim como sempre, e de leve eu roubei-a. Para mim haviam cartas, gastas de tanto me esconder. Oh não, eram de Alice. Procurei em tudo achar, mas não achei nem o que quis procurar. Nem a mim eu pude encontrar. Alice assim se foi, sem dizer quem é. Agradeço Alice, por vir de vento ver-me velejar no barco azul sem cor.
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