segunda-feira, 19 de outubro de 2009
O jardim, naquela doce manhã, era feito apenas de caretas. As bocas eram tortas, de morango com os olhos. E os olhos eram feios; como a boca feito torta. A moça do jornal me dizia: não desista de seus olhos. E os faróis estavam vazios, como o dente do duende que havia dentro de mim. Havia dentro do pacote, quase fechado, os presentes quase antigos. Guardados há anos, ainda eram presentes, eles não haviam sido abertos. Havia cartas e dizeres; tudo enrolado como enrolado estava em mim. No retrato havia eu e nos cordões havia nós. No fim, a janela se virou; e de dentro eu me vi: sozinho no jardim, nas caretas das crianças.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

as vezes quando eu viro ao avesso para olhar dentro de mim demoro um tempão!, mas sempre vem algo ou alguém que faz com que eu volte a realidade distraída.
ResponderExcluir