sábado, 3 de outubro de 2009
O senhor Pestana era um velhinho simpático, e para muitos sabia como viver. Ele vivia em três lugares muito pacatos e diferentes: no livro, no violão e no pensamento. Sempre quando ele se encontrava no pensamento, tinha o hábito de sair pela rua perguntando a todos como se deve viver. Mas o que as pessoas queriam ouvir era sobre trabalho e dinheiro. Isso deixava Seu Pestana muito triste. Um dia radiante em que Pestana estava passeando pelo violão ele encontrou o Sol e começou rapidamente seu diálogo caduco: "Como devemos viver? Uma vez eu brindei um belo vinho com Epicuro e ele me disse que eu não devia me apegar às coisas e nem ter medo da morte; a morte não está, ou está e eu não. Ele me contou tambem sobre o cálculo do prazer, o cálculo para maximizar o bem-estar da vida. Já Diógenes me era um estranho. Ele não tinha desejo algum e escolhia sempre pela absoluta pobreza". O Sol escutou tudo atentamente, como se um dia isso lhe fosse importante como tudo que já ouvira antes. Pestana, o mais secreto de mim mesmo; de quem escreve esse texto. Tantas pergutas e poucas respostas. O que penso já me é segredo, e Pestana é apenas mais um deles. Sempre que Pestana me pergunta "Como devemos viver? Quem és tu?", eu lhe digo: "Que seja um que pense, meu caro Pestana; como tu".
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eu gostei daqui. :)
ResponderExcluire eu diria ao Sr. Pestana que o segredo para viver é não esperar nada da vida.
beijo!