terça-feira, 24 de novembro de 2009
Abria-se o bazar, era domingo. E o azar era o mais procurado. Seres verdes preferiam sorrisos. Os azuis preferiam poemas. E os sem cores, ao ser um ser, preferiam o bem-me-quer. Eramos um par, um belo par de ímpar. Eu te guardava no bolso; no verso do verso de um verso que escrevia enquanto o tempo não passava. Fui me fazendo personagem, até errar os olhos e acertar a queda. Me escondi no fundo do baú cheio de vento, e me cortava toda e qualquer fala. Fui falando à mim mesmo e pensando ser um ser. Ouvi-me: todo ser humano pode ser humano. E fui; mas um ser verde, laranja e vermelho. E de tanto ser, um ser sem cor nenhuma. Fechava-se o bazar, e mal-me-quer tão só seria. Segredo...
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um ser sem cor nenhuma pode, mesmo assim, dar cor pra um outro ser, tambem sem cor nenhuma?
ResponderExcluireu achei essa trechinho tão bonito, que me imaginei sendo até um ser todas-as-cores para ver no que daria. :)
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