sábado, 14 de novembro de 2009
Hoje tenho reza em vias retas, prego a peça em prece santa. Azul, vermelho. Em dó ré mi fá sol lápis de cor. Colorir meus sapatos para caminhar sem cinza ser, um ser cinzento. E desenhar, fazer castelos e dar-te no ar. Construções quebradas no porão, noite adentro vendo o vento dançar, fazer-me ninar. Demanhã viajar na astronave, que madruguei à fazer. Ela coube em uma folha, se chamava Lilás e cheirava Chocolate II; o I eu pensara quando era recém-nascido. Meio-dia estou de volta, trago arvores que têm no braço um abraço torto. Guardo a astronave, que agora era verde misturada ao vento azul. Era tudo branco, uma bela cor triste. Mas ter dó ré mi fá sol lápis de cor, deixou a folha como quis: feliz. Onde não tem cor, ter-te, é ter a cor que cor nenhuma de cór pode pintar. É colorido ficar; com arvores, não cinza e aberto: só ter você, mesmo que só.
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