terça-feira, 26 de janeiro de 2010

As idéias foram me escapolindo uma à uma, quase sem rumo. O papel que era branco já descolirira, além do branco. Era um conflito de idéias, era como uma guerra de generais feitos de chocolate, em seus navios cor de sol. As manchas no papel iam se pondo aos poucos, como o sol de meia manhã. Nos depoimentos à mim mesmo, eu já me contradizia polidamente. Hora eu embarcava os amantes em um barco de papel e largava-os em um oceano sem fim, minha xícara de café. Outrora eu bordava flores em seus cabelos rasgados, e plantava-os em meu caderno. Enquanto o soneto perfeito não estiver pronto, tudo que eu escrever nele até o seu fim, será apenas mais uma linha qualquer. Mas de um soneto, um soneto quase perfeito.


Para ler ouvindo: Bright Eyes - A Perfect Sonnet

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